quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

feliz natal!


Durante minha infância em Vitória, a música de Natal que tocava em todos os comerciais (eu disse todos) era esta aqui. Tocava no comercial da Giacomin, da Pianna, da Joalheria Primo ("o magazine alegre da cidade"), entre muitos outros. Demorei anos pra saber qual era, mas agora No Caso traz com exclusividade para vocês Luiz Bordon tocando "Árvore de Natal" em sua harpa.
Divirtam-se e não exagerem no peru.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

no caso fashion

Apesar de adorar revistas, eu quase nunca leio revistas de moda. O Vogue, então, raríssimamente. Mas comprei a edição de dezembro por causa da Madonna na capa. Daí tem uma jovem socialite de São Paulo "abrindo o seu baú de preciosidades".
Quer saber? Eu não vou falar nada. Olhem e me digam o que acharam.



PS: Alô, leitores do Vogue, me digam por favor! É assim todos os meses? Porque estou seriamente pensando em ficar assíduo da revista. Diversão pura!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

retrospecdiva 2008

O ano está acabando e é sempre bom a gente parar um pouquinho, olhar pra trás, e refletir sobre o que aconteceu pra saber o que vai ser do futuro. Afinal, nas palavras eternas de Tracey Thorn, "the future of the future will still contain the past", não é mesmo, Brasil?
Vai daí que nós do No Caso resolvemos eleger as divas que mais nos abalaram neste 2008. Sem ordem específica, até porque diva que é diva fica em categoria única.

Leila Lopes - Depois do seu sucesso em "No Limite da Morte", vídeo exclusivo de No Caso, a atriz lança filme pornô envolta em polêmicas.

Maísa - Virou a apresentadora mais cobiçada do país. Sem papas na língua, a diva deu foras no próprio chefe, na Galisteu, na Xuxa e em quem mais cruzasse seu caminho. Teve capas de revista, produtos com sua marca (inclusive uma boneca que profere suas frases mais famosas) e convites para toda a sorte de eventos, como este desfile de moda em que mostra sua língua afiada.

Jake - Overnight sensation com o megahit Pó Pará Com Pó, que estará em todas as bocas (e narizes?) no verão e carnaval 2009.

Narcisa Tamborindeguy - a musa de sempre nos surpreendeu neste carnaval com uma aparição bombástica no baile do Copa. Será que ela e Jake se encontrarão ano que vem?

Gizele - a ex-Madonninha mostra que aprendeu direitinho a lição da Re-Invention e reaparece causando furor na Europa.

Asusana e Alíbera - a dupla dinâmica fez versões místicas de sucessos do cancioneiro mundial e se deu muito bem. Agora, para fechar o ano com chave de platina, lançam Toxic de Britney Spears, que você assiste aqui embaixo.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

BLAME IT ON THE RAIN

Impressões sobre ‘o show da década’

Eu vi Madonna de perto. Tão de perto que talvez nunca mais a veja dessa forma. E isso, por si só, de repente já tenha valido o show de ontem. Mas o que ficou de saldo, o que eu vou me lembrar, pode ser diferente, e este diário serve justamente pra reler daqui a dez anos e recordar a noite.
Até a entrada no Maracanã, todos os pontos foram positivos. Metrô tranqüilo, filas longas porém ágeis e pessoas calmas. Excetuando-se, claro, os vendedores de capas de chuva que gritavam a cada 5 segundos que a chuva ia começar. Seria um presságio?
Entramos no estádio, tudo correndo às mil maravilhas. Um segurança avisava que a pista VIP tinha um banheiro exclusivo, o qual não cheguei a usar. A lojinha de merchandising Madonna estava vazia e foi fácil comprar uns souvenires. O atendente me foi cortês e, já de sacola em punho, era hora de garantir meu lugar em meio a tantos espectadores. Tudo estava indo bem demais. Foi quando a chuva começou.
Poucos minutos depois, apagavam-se as luzes e aquele grito de multidão se formou. Mas achei um grito fraco, como se fosse um show de, sei lá, Maria Rita.
A vinheta da fabricação dos doces começa e acho o som baixo. Quando Madonna surge no palco, sua voz não chega até a mim. Faltam ajustes, penso eu. Daqui a pouco consertam. A música vai avançando, Madonna está tensa com a chuva molhando o palco e os bailarinos também. Eles hesitam em dançar. Os equipamentos estão cobertos com plásticos.
A platéia, por sua vez, não sente a energia e não a manda de volta. Pessoas falando ao celular, saindo pra comprar bebidas o tempo inteiro, pessoas de costas para o palco conversando. Penso se aquelas pessoas realmente pagaram R$ 720,00 para estar ali. Não têm respeito nem pela Rainha? Em dado momento, depois de tanto retirar e chutar trecos que eram atirados ao palco, ela gritou: “Stop throwing shit on my stage.”
E o show prossegue assim, com Madonna dublando a maior parte das músicas agitadas (Into The Groove, She’s Not Me, Heartbeat, Give It 2 Me, etc...). Mesmo nas músicas em que seu microfone estava aberto para cantar por cima das bases pré-gravadas, sua voz estava enterrada na mixagem e pouco se conseguia ouvir. Todo mundo sabe que a chuva abafa o som. Faltava volume, faltava clareza. Mas com certeza técnicos de som caríssimos como os dela saberiam minimizar estes problemas. Não o fizeram. Muitas vezes eu só sabia o que estava acontecendo, sonicamente, graças à mixtape do No Caso.
Quando o som melhorou um pouco, a platéia respondia melhor, e Madonna se alimentava disso e aí sim, dançava mais e cantava melhor. Foi o caso de momentos brilhantes como You Must Love Me (em que ela terminou com I Must Love You), Like A Prayer (o ponto mais alto do show) e Give It 2 Me.
A chuva não deu um só segundo de trégua e soluções mambembes foram criadas, como Madonna sob sombrinha (Miles Away, Doli Doli) ou algumas dançarinas de She’s Not Me também portando guarda-chuva. Várias vezes a ação no palco era distraída por pessoas da equipe limpando com rodos e panos a parte molhada da passarela. Até Guy Oseary, o empresário da diva, deu pinta no palco.
Em determinado momento, a platéia do Maracanã começou a gritar Mengo! Mengo! (Juro, quem começa esses gritos?) Madonna não entendeu e achou que era o grito de estádios da Itália. Alê-eô, Alê-eô. Para mostrar que continuava no comando, tentou fazer graça com a chuva e criou uma musiquinha improvisada. “Fuck this rain, it has to go. Alê-eô, ale-eô.” Pediu pra gente repetir, e a gente atendeu. Isso é uma grande diferença do show de 93 pra este. As pessoas falam mais inglês hoje do que há 15 anos, e podiam interagir mais. Ela perguntava “You don’t mind the rain?” e as pessoas “Noooo!”. “Do you want me to go on?” E a platéia “yeeeees!” No Girlie Show era tudo a mesma resposta indefinida.
Mas se as pessoas falam melhor inglês em 2008, isso não se refletiu no coral que o público deveria fazer nas músicas. Olhava em volta e ninguém cantava junto nem os mais recentes sucessos, como 4 Minutes e Hung Up. De coro mesmo, o Maracanã só a acompanhou integralmente em Like A Prayer.O Sticky & Sweet é um belo show, talvez o melhor de Madonna. É colorido, dançante, vibrante. Da metade pro final, melhorou um pouco. Madonna se esforçou mais, mandou beijinhos pra nós, relaxou com a maquiagem, o cabelo, a dança, e se soltou mais, mostrando que realmente é quem a gente espera que seja. Mas a chuva aplacou os ânimos do público e da artista, que fizeram uma performance aquém de sua capacidade. Eu consegui ver tudo, sem ouvir tudo. Mas o DVD tem tudo pra ser incrível.
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