Mais uma adição à nossa lista de coisas surreais com o monograma da Vuitton.
domingo, 20 de maio de 2012
we [heart] tilda!
Tilda Swinton às vezes me dá muito medo. Quase sempre, na verdade. Mas ela tem um não-sei-o-quê que me atrai e eu não consigo parar de olhar pra ela. Ela não se parece nem se comporta como nenhuma outra estrela de cinema atual, e isso já é o suficiente pra ganhar muitos pontos na escala extra-cool, né? Pra ganhar de vez meu coração, ela posou para a capa da revista Candy, "a primeira revista de estilo transversal", em que cada celebridade de capa aparece com outro gênero. Já teve James Franco feminino, já teve Chloë Sevigny vestida daquele fotógrafo que eu detesto. E o mais maravilhoso é que a capa da Tilda não é ela vestida de homem, porque isso não seria mesmo muito distante da realidade, daí colocaram-na hiper feminina, quase uma super-heroína a la She-Ra. Deslumbrante. Queria que Tilda Swinton fosse uma cantora pop.
Corre pra ver as outras fotos aqui.
Corre pra ver as outras fotos aqui.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
não sei o que dizer
Hoje perdemos a pessoa física de Donna Summer. Claro que a artista e sua obra vivem eternamente. Ainda bem. Donna Summer é a artista mais importante da música dançante em todo o sempre. O remix e as versões estendidas de sucessos foram catapultados por ela. Nos livros de história, está lá: quem inventou o disco de 12 polegadas com apenas uma música de cada lado foram os jamaicanos e seu reggae. Mas foi com LaDonna Gaines que ganhou popularidade e definiram uma indústria que, até hoje, lança remixes de 8, 9, 14 minutos de uma música. Essa "uma" música poderia ser na verdade vários movimentos, variações sobre um tema, assim como a música clássica. Quem inventou o que se tornaria praxe foi Donna Summer, junto com seus parceiros Giorgio Moroder e Pete Bellotte.
I Love To Love You Baby foi a resposta disco (quando o termo ainda estava sendo inventado) para Je T'aime, Moi Non Plus, que havia causado escândalo em 1969. A música de Donna ocupava o lado inteiro de um LP, com quase 17 minutos. Entenderam? A versão "remix" ERA a versão do álbum. Em 1975!
Depois disso, apostaram nos discos-conceito: a trilogia do amor (A Love Trilogy), as quatro estações do ano (Four Seasons Of Love), a volta ao passado (I Remember Yesterday), cada um mais incrível que o outro. E mais ambicioso. Eram cordas, eram metais, eram orquestras, eram arranjos. E era aquela voz. A VOZ que era capaz de sussurar gemidos era também capaz de soltar agudos e graves e volumes e segurar uma nota e encarnar personagens diferentes.
Daí justamente nessa volta ao passado de I Remember Yesterday, Donna Summer termina o disco com um petardo futurista: I Feel Love, que mudou pra sempre o curso da música eletrônica. Não haviam orquestras, não haviam arranjos rebuscados, havia só um sintetizador e a voz. O resto é história, literalmente. E das boas. Das melhores.
Donna Summer será sempre lembrada como a Rainha da Disco, o que ela indiscutivelmente foi. Mas não vendeu 130 milhões de discos "só" com a disco. Passeou também pelo synth-pop do começo dos 80s, pela dance music chiclete do fim dos 80s, pelo R&B dos 90s, pelo house (lembra quando tocava State of Independence nas festas tipo Val Demente?), pelas baladas, até seu último disco Crayons em 2008, mesmo ano em que Lady Gaga nasceu pra gente. E Crayons, pensei na época quando ouvi pela primeira vez, não ficava nada a dever com o pop que estava sendo feito para a época.
O maior choque de todos é que Donna, sempre muito discreta e reservada, assim como não saía em tablóides também não avisou a quase ninguém de sua doença. Muito digna e chique. Ficará pra sempre em nossos corações e em nossos iPods, ou em qualquer formato que possa surgir.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
reflexão da semana
De vez em quando a gente assiste a alguma coisa que desencadeia uma série de reflexões, e é tão gostoso poder pensar a respeito do mundo em que estamos vivendo, e poder chegar a algumas conclusões ou a outras dúvidas sobre o momento pelo qual atravessamos. "Sem refletir, qualquer um vai errar, penar." E a dúvida com a qual sempre me deparo é: seria o mundo de hoje mais careta do que já foi? Às vezes acho que sim, definitivamente; outras acho que não podemos analisar o presente com os olhos do passado, apesar de saber que "the future of the future will still contain the past".
É fato que não temos hoje um artista jovem como foi Ney Matogrosso, não com a mesma popularidade e alcance. Esse video foi exibido no Fantástico, gente. Alguém consegue imaginar algo parecido na Globo atual, que edita até abertura de novela em reprise? Do clipe do Ney, me lembrei dos programas maravilhosos do Rodrigo Faour sobre a sexualidade na música popular brasileira, muito mais avançada antes do que hoje (parte 1 aqui e parte 2 aqui).
Da arte, parti para a noite, duas coisas intrinsecamente ligadas. E me deparei com esse documentário sobre o clube Madame Satã na São Paulo dos anos 80. Será que há algo sendo feito hoje que será lembrado daqui a 20, 30 anos dessa forma? A noite que eu vejo existir (e que às vezes frequento) está tomada por empresas que controlam várias boates e restaurantes conglomerados, uma coisa meio sanitizada/corporativa/mainstream demais. O Madame reabriu recentemente, e eu ainda não conferi (devo ir essa semana), mas seguramente não terá o mesmo impacto, principalmente por ser um revival e não uma coisa nova.
Terminei o post e não cheguei a conclusão nenhuma, e nem pretendia. Mas dividam comigo seus pensamentos aqui nos comentários. De repente a revolução começa aqui mesmo, já pensou?
É fato que não temos hoje um artista jovem como foi Ney Matogrosso, não com a mesma popularidade e alcance. Esse video foi exibido no Fantástico, gente. Alguém consegue imaginar algo parecido na Globo atual, que edita até abertura de novela em reprise? Do clipe do Ney, me lembrei dos programas maravilhosos do Rodrigo Faour sobre a sexualidade na música popular brasileira, muito mais avançada antes do que hoje (parte 1 aqui e parte 2 aqui).
Da arte, parti para a noite, duas coisas intrinsecamente ligadas. E me deparei com esse documentário sobre o clube Madame Satã na São Paulo dos anos 80. Será que há algo sendo feito hoje que será lembrado daqui a 20, 30 anos dessa forma? A noite que eu vejo existir (e que às vezes frequento) está tomada por empresas que controlam várias boates e restaurantes conglomerados, uma coisa meio sanitizada/corporativa/mainstream demais. O Madame reabriu recentemente, e eu ainda não conferi (devo ir essa semana), mas seguramente não terá o mesmo impacto, principalmente por ser um revival e não uma coisa nova.
Terminei o post e não cheguei a conclusão nenhuma, e nem pretendia. Mas dividam comigo seus pensamentos aqui nos comentários. De repente a revolução começa aqui mesmo, já pensou?
terça-feira, 8 de maio de 2012
vício da semana
Os canadenses do ColeCo pegaram o I Wanna Be Down, hit de 1994 da Brandy, e transformaram nessa delícia absurdista fechatória. Estão vendo/ouvindo porque estou saindo cada vez menos pra dançar, gente? Se houver um lugar onde se possa balançar ao som de coisas desse naipe, vocês me avisem, hein? Por enquanto, a sala da minha casa é a melhor pista de dança de São Paulo. Vem!
PS: Querem ouvir mais o som do ColeCo? Vai lá no SoundCloud deles.
PS: Querem ouvir mais o som do ColeCo? Vai lá no SoundCloud deles.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
listas! pra animar o fim de semana
É chegada a tão esperada hora de nossas listas. Periodicamente a gente tem que atualizar nossos telefones/players com as músicas do momento, né? Claro que você, antenado(a) que é, já sabe de um monte de coisas que estão rolando por aí. Mas e aqueles discos mais obscuros, que você olha a capa e nem sabe do que se tratam? Pois é, eu ouço pra vocês e digo se (sob meu prisma, obviamente) valem a pena ou não. Curadoria de luxo, queridinha(o), do you know? Só No Caso traz pra vocês, tá? Aqui na redação ficamos assim, ó:
Eric Saade - Saade vols.1 e 2
O mocinho da Suécia quer conquistar o mundo com seu pop grudento, daqueles que quase dão vergonha de ouvir quando já se passou dos vinte e uns. Mas ele é uma graça e não tem como não sair cantando pela rua. Os discos saíram no ano passado, mas tão na validade ainda, tá?
Sébastien Tellier - My God Is Blue
O novo trabalho desse francês que a gente adora por aqui está um luxo, viu? É adulto, é chique, é dançante, é sensual. Dá pra deixar tocando naquela festinha com seus amigos da moda e todos vão te admirar pelo bom gosto. E ainda tem remix do Dimitri para a faixa Cochon Ville.
Niki & The Dove - Instinct
Muito legal o début desses suecos, cheio de atmosferas meio sombrias que explodem em vocais bem poderosos.
Miike Snow - Happy To You
Eles também vêm da Suécia e dispensam apresentações, né? Eu viciei na estreia deles em 2009 e este segundo álbum não decepciona.
Marina & The Diamonds - Electra Heart
Tá, eu sei que o disco ainda não saiu, mas SEIS faixas já estão dando sopa por aí. A galesa de família grega Marina vem bem mais pop dessa vez, mas sem ser Katy Perry, sabe? Curtimos!
Donkeyboy - Silvermoon
Essa é uma boyband norueguesa que tem tido alta rotação por aqui. Gostosinho pra ouvir no shuffle junto dos seus pops favoritos.
Just Jack - Rough/Ready
É só um EP com quatro faixas, mas tava com tanta saudade do Just Jack que qualquer coisa tá valendo. Adoro.
Chromatics - Kill For Love
Quem curtiu a trilha sonora do Drive (da qual eles participaram) vai curtir também o novo desses americanos tão ousados que abriram o disco com um cover do Neil Young. Ou seria do Lulu Santos?
Thieves Like Us - Bleed Bleed Bleed
Eles são suecos, alemães, franceses, são do mundo! É daqueles discos meio lisérgicos, deliciosos pra ouvir agora nesse outono/inverno que só agora começa a dar as caras.
Sam Sparro - Return To Paradise
Outro disco que ainda não existe na vida real, mas as 3 faixas que já saíram são tão boas, mas TÃO BOAS que não podia deixar passar. Fora que os remixes são uns melhores que os outros. Sam, nunca mais demore 4 anos pra gravar outro disco, ok? Te amo!
Happy Hands Club - Parking Lot
A Suécia arrasa sempre e vocês sabem disso, né? O Happy Hands Club também é de lá e vem com um roquinho bem 80's, bem dark daqueles que a gente adorava, pra sair todo de preto e All-Star OH WAIT! Ainda é assim, né?
BONUS: dois singles que tecnicamente não entram pras listas, mas que são viciantes também: a estreia autoral do DJ ShyBoy com Bird In Flight, e a australiana Ricki-Lee com Do It Like That no remix do Fred Falke.
PS: Ok, não vou resistir ao megahit do momento e vou jogar também a Carly Rae Jepsen com Call Me Maybe. Pronto, admiti.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
pra animar a semana
Olha, tudo que a gente precisa num início de semana é uma compilação como essa que acabou de sair, gente. O pessoal do blog ElectroQueer está lançando This Beat Is Poptronik, com 32 faixas de puro pop-delícia pra gente cantar, dançar, desfilar, viver. A parte mais legal é que você pode ouvir tudinho pelo soundcloud aqui embaixo, ó. Vê se sua semana não vai ser melhor com isso:
sexta-feira, 13 de abril de 2012
pra animar o fim de semana
Uma de minhas bandas favoritas, Alphabeat, está de volta com o novo clipe Vacation, e é tudo que a gente ama neles: um pop colorido e ensolarado, sem vergonha de se assumir. Eu sou apaixonado pelo Anders SG, mas quem não é? A diferença entre mim e vocês é que eu vou me casar com ele, tenho certeza (não precisa espalhar que, quando eu digo "ele", me refiro ao poster em tamanho real que tenho na porta do meu armário).
E fora que, sério, tudo que a gente precisa é mesmo de umas férias, né? Nossa Rainha Madonna já apregoa isso há 30 anos. Então larga tudo e vem curtir o finde com a gente. Ainda se fala finde?
quinta-feira, 12 de abril de 2012
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